Há dias que a tristeza nos visita, faz morada e não quer ir embora. Assim como temos dias que a tristeza insiste em permanecer, mas usando de várias armas a mandamos
para bem longe, e com ela a oportunidade de reflexão do que estamos fazendo com aquilo que somos. Seria assim estar ou não triste opcional?
Talvez não, mas com certeza existe a opção de fazer da tristeza um vazio ou um encontro. Não é uma viagem mental, é uma realidade real. Pode a tristeza fazer de ti o pior dos mortais, mas pode ela te levar a encontros. Encontros dentro do seu existir, encontro consigo e com aquilo que te faz sofrer. E pode também te levar para um encontro com as flores da vida, diretamente dizendo, com aquilo que te faça bem.
Sei de muitos que tiveram motivos para mandar mundos e fundos ir a merda, porém, diante da realidade existencial, optaram por fazer de tudo motivos para superar, ou encontraram nesses momentos outra forma de viver.
Por ora uma tristeza me visita. Não sei de qual espécie ela é. Porém farei com ela a maneira melhor possível. Não erro quando digo que são boas estas inclinações existenciais, pois delas poderemos ter oportunidades que jamais teríamos no mundo dito real/normal/comum. Já que pensar na vida é anormal nessa sociedade doente.
Sou muito de sentir um vazio existencial que seja acompanhado da dor da insatisfação. Como minha busca é por aprendizado e crescimento, tenho direcionado meu desejo de crescer, começando a garimpar tudo o que vem ate os meus sentidos para, por pior que seja, encontrar coisas que possam me acrescentar como aprendiz de humano que sou.
Mas qual o fruto bom da insatisfação se não um reconhecimento de melhora? Se não estou satisfeito plenamente com a vida que tenho, ótimo. Posso começar a buscar radicalmente formas de me plenificar na existência. E viver talvez seja essa busca constante pela realização plena quando apenas experimentamos a mera vontade de objetivar o ideal desejado. Ficando mais na expectativa do que na conquista.
Voltado para o abismo do meu ser, vejo o quanto sou pequeno e fraco, vejo ainda, belamente, que não sou eu o criador de mim mesmo, mas sou criatura de um Ser, e por esse fato esse Ser é soberano a mim. Nessa humildade rezo a vida:
Amado de todos os verdadeiros amante, perfume das rosas e realizador único da existência. Faz-me conhecer quem sou e ate onde devo andar, onde descansar, onde retomar, e... faça o que deve ser feit
Leva-me onde devo ir, e afasta me de onde não devo buscar. Corrija-me, mas ensinai-me sem demora a humildade para aprender. És Deus e Pai, mas hoje seja somente meu amigo educador. Não conheço nada dos mistérios de existir, mas sinto que não é a hora de parar, e sua força me convida para existi, estou decidido: não quero viver nem mais e nem menos do que for da sua vontade, não quero dominar com a razão nada dos mistérios que não sejam a mim revelados, apenas quero vive-los. Que a minha religião seja o seu amor, e minha existência o maior testemunho. A ti meu pobre amor, a mim a sua misericórdia infinita. “Tenho saudades de Vós”, “oh Amor que primeiro me encontrou.” Boa noite, Deus de minh´alma.
O Apóstolo Paulo nos diz nesta passagem, ainda que falássemos as línguas dos homens(ainda que dominássemos vários idiomas), e dos anjos(falássemos em mistério com Deus);
ainda que profetizássemos; ainda que conhecêssemos todos os mistérios e toda a ciência (ainda que fôssemos sábios, eruditos, doutores, mestres e grandes intelectuais);
ainda que tivéssemos toda a fé, de maneira tal, que se ordenássemos aos montes para que se movessem de um lado para o outro, e assim fosse feito;
ainda que ricos, distribuíssemos a nossa fortuna para ajudar os pobres,
investindo tudo em causas sociais;
ainda que chegássemos ao ponto de entregar o nosso corpo em sacrifício, para ser queimado, em nome de uma "boa causa", e não tivéssemos amor, seria um sacrifício inútil, para nada nos serviria.
O verdadeiro amor não age em interesse próprio.
O amor está acima do egoísmo e da vaidade humana.
Somente quem verdadeiramente ama, é capaz de renunciar seus próprios interesses, para priorizar a necessidade do próximo, cumprindo-se em sua vida o que está escrito em Filipenses 2:3 "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considerando os outros superiores a si mesmo".
"Considerando os outros superiores a si mesmo", considerar os outros superior a si mesmo é priorizar a necessidade do próximo, colocando a sua própria necessidade em um segundo plano.
Isso é "amor". Difícil não?...é, mas não é impossível.
Se verdadeiramente buscarmos o nosso "Deus" de todo o nosso "coração", renunciando os nossos desejos mesquinhos e egoístas, realizaremos com certeza, os desejos do coração do nosso amado Deus. E esse é o desejo do coração de Deus para o nosso coração: "Que cumpramos a sua Palavra".
Temos no Senhor Jesus o nosso maior referencial "Ele aniquilou-se a si próprio, tomando a forma de servo" , leia Filipenses 2: 5-9.
Encontramos também em Paulo esse ato de renuncia e amor a Deus, e a sua obra, leia Aos Gálatas 2:20.
O certo é que um dia, as línguas, as profecias, as ciências humanas; cessarão, e só o amor subsistirá. Teremos então, um total conhecimento do mundo espiritual. Hoje, conhecemos em parte, mas um dia, conheceremos o nosso Deus, como hoje, somos por ele conhecidos.
"Agora, permanecem a fé, a esperança, e o amor".
Precisamos da fé, para mantermos viva a nossa esperança. Mas dependemos do amor, para amarmos à Deus, acima de todas as coisas; dependemos do amor, para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos; dependemos do amor, para perdoarmos e sermos perdoados; enfim, dependemos do amor para nos doarmos a Deus, sem questionamentos.
Agora permanecem a fé, a esperança, e o amor, estes três, mas o maior destes, é o amor.
"PORQUE SÓ O AMOR, NOS ACOMPANHARÁ POR TODA À ETERNIDADE"
Que o nosso Deus abençoe à todos. Amém!